Marcus D'Elia analisa gargalos portuários nas exportações de petróleo da Venezuela
- há 3 dias
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Em entrevista à Times Brasil (licenciado exclusivo CNBC), à jornalista Soraya Lauand, Marcus D'Elia, sócio da Leggio Consultoria, avaliou por que o aumento da produção de petróleo na Venezuela não está se convertendo em exportações na mesma proporção: a infraestrutura portuária deteriorada do país provoca filas de navios e atrasos de até 30 dias nos embarques, encarecendo o petróleo exportado e limitando o ganho esperado com a retomada da produção.
Produção sobe, mas escoamento não acompanha o ritmo
Segundo D'Elia, a produção venezuelana passou de aproximadamente 900 mil barris por dia em 2024 para 1,2 milhão de barris por dia atualmente, ainda distante dos cerca de 3 milhões de barris por dia produzidos historicamente pelo país, mas uma recuperação relevante. O gargalo está no lado do escoamento: os tempos de espera para carregamento, antes em torno de uma semana, chegam hoje a cerca de 30 dias.
Os principais problemas identificados nos portos
D'Elia aponta que as limitações são majoritariamente operacionais:
Baixa velocidade no bombeio do petróleo
Interrupções por falhas de equipamento
Contaminação de petróleo em tanques
Vazamentos durante o carregamento
Um único terminal, no norte da Venezuela, concentra cerca de 70% do petróleo exportado aos Estados Unidos e reúne parte importante dos gargalos operacionais mencionados.
Atrasos elevam o custo do petróleo venezuelano
Cada dia de espera adicional em um navio parado eleva o custo logístico da operação, reduzindo os recursos disponíveis para a Venezuela reinvestir na própria recuperação.
Estados Unidos ampliam participação, mas dependem da solução do gargalo
Os EUA, que importavam cerca de 650 mil barris por dia da Venezuela em 2024, absorvem hoje aproximadamente 1 milhão de barris por dia, a maior parte da produção atual do país. Na avaliação do especialista, o petróleo venezuelano, predominantemente pesado, vem substituindo parte do petróleo mexicano nas refinarias do Golfo americano, e volumes antes destinados à China passaram a ser direcionados aos Estados Unidos.
A estratégia americana segue eficaz do ponto de vista geopolítico, mas ainda carece da contrapartida econômica esperada, o que deveria exigir investimento externo direcionado à infraestrutura portuária venezuelana para que o aumento da produção se converta plenamente em maior oferta ao mercado internacional.
Para assistir à entrevista completa, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=5NR8FgbZ-_g





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